quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Um breve resumo da minha vida...


Se você é gay ou bi; você consegue se lembrar a partir de quando você começou a se interessar pelo mesmo sexo? Meu "marco zero" com relação a esse assunto foi ali entre o fim da infância e o início da puberdade. Um vizinho um pouco mais velho (ele com uns 13 anos, e eu com uns 10) era um tanto "exibido" (ele adorava pular na piscina pondo o pinto duro pra fora...) e um dia chamou um amigo nosso, da minha idade,  para se trancar no quarto depois de um ótimo banho de piscina. Eu não fui chamado e nem tinha pensamento maldoso com nada. Até um dia em que, movido pela curiosidade, fui dar uma espiada e vi os dois nus, excitados e punhetando vendo revistas de mulheres nuas - que pertenciam ao irmão mais velho do amigo mais velho.

A partir daí eu passei a despertar a curiosidade em ver como era o pau mole e duro dos outros garotos na época. Também existia uma grande curiosidade envolvendo a minha "pelinha": meu pai e irmão mais velho não a possuem! Meus amiguinhos da época que comentei acima possuíam e eu entendia que "meninos virgens tinham pele e homens adultos que já transam não". Inocente né?

Mas a coisa toda começou a deslanchar a partir do momento em que fui para um colégio grande - com ensino fundamental e médio. Logo nos primeiros dias de aula sofri bullying no banheiro (!). Extremamente indiscreto, meti o olho no pau de um rapaz branquinho chamado Rafael e que estava no ensino médio. O pau dele, evidentemente, era bem maior que o meu e não tinha pele cobrindo a cabeça (e era super rosa...). Infelizmente ele viu minha "manjada" e ficou me zoando. A partir daí passei a evitar o banheiro da escola, mas ao mesmo tempo eu ficava imaginando como era o tamanho do pau dos outros garotos a partir do volume dos shorts. Ah... Claro... Também imaginava: será que tem pele ou não?

Depois de um tempo a curiosidade passou a virar tesão. Olhar para os "bulges" (volumes nas calças) e ficar imaginando como era me deixava excitadinho, mas ao mesmo tempo com um grande pavor. Explico: minha família é super quadrada e conservadora. Se eu meu permitisse ser gay, seguramente isso geraria transtornos incalculáveis na minha vida - chegando até ao risco físico de apanhar do meu irmão mais velho, que na época era militar. Mas quem disse que ser gay ou bi, é uma questão de permissão...?

Por volta dos 15 anos eu resolvi "travar" esses desejos pois tinha receio da galera descobrir e eu ter que andar com o grupinho dos garotos afeminados (sim: adolescentes são criaturas cruéis!). Comecei a sair com uma garotas e tal, e até que tudo ia bem. Só que no último ano do ensino médio, o que estava tentando ocultar de mim mesmo veio a tona com força total. Eu NUNCA tinha entrado no vestiário masculino após as aulas de Educação Física por dois motivos: vergonha de verem meu pau pequeno e me zoarem e medo de ver o pau dos outros garotos e me excitar. Mas como falei eu estava com tudo sob controle.

Foi quando decidi tomar uma ducha e me vi diante de uma situação constrangedoramente excitante: dois  garotos lindos e muito desejados pelas garotas da escola estavam NÚS na minha frente. Com suas rolas grandes (vamos combinar que com uns 17 anos o pau e o saco já estão com um aspecto de adulto na maioria dos homens) e UNCUTs, eu fiquei super sem graça e fixei aquela imagem na mente.

Ainda sou capaz de me lembrar até hoje do tamanho, formato, cor e pentelhagem do pau do L.N...

Em casa, eu resolvi tomar um banho de verdade e instintivamente eu me masturbei. Como eu gozei forte! Nunca antes tinha gozado daquele jeito vendo pornô hetero - já mencionei que tenho um irmão mais velho, logo o acesso a esse tipo de material não era dos mais difíceis. Mas a sensação de prazer do orgasmo veio acompanhada de uma profunda "depressão". Me senti muito mal com o que tinha feito e só queria esquecer o "erro". Essa sensação de melancolia e culpa se dissipava no dia seguinte. Hoje, sei que é algo muito comum em muitos garotos que passam por esse conflito interno até se "encontrar".

Passei então a "bater ponto" todas as quartas no vestiário da escola. Satisfazia meu lado "voyeur" e conferia como era o pau dos meus colegas. A maioria, diga-se de passagem, era UNCUT.

As quartas sempre rendiam "homenagens" ao meus amigos... Com o tempo fui me acostumando com a sensação ruim do "pós-gozo" e acho relevante mencionar que nessa época eu saia com algumas garotinhas pra cinema e até dava uns beijinhos. Ficava de pau duro também vendo revistas Playboys & afins. Meio que me conformava com a ideia de ser bissexual quando veio "ele" na minha vida.

Com 18 anos fiz um amigo que foi o responsável por minha, digamos, conscientização real do que realmente aprecio na intimidade da cama. Ele era um rapaz algo, forte, atlético, bonito e cobiçado pelas meninas. Mas ao mesmo tempo era tímido, virgem e solitário. Vivíamos uma fase de "perrengue" em nossas juventudes e por conta disso, talvez, a gente tenha gerado uma grande empatia um pelo outro. Éramos sonhadores. Éramos amigos. Éramos irmãos. E ele era extremamente "desencanado" de uma série de "tabus" e neuras. Por exemplo: em sua casa, ele ficava de cueca e sem camisa o dia inteiro. Trocar de roupa na minha frente? Sem problema! Sou "só" outro homem, afinal de contas!

Só que meu olhar para seu corpo não era livre de curiosidade e desejo. Com o tempo, fui cada vez mais me afeiçoando a sua pessoa até o dia em que me dei conta que estava apaixonado. Fiquei transtornado. Não era pra acontecer aquilo.

Tentei camuflar esses sentimentos de mim mesmo evitando-o e explorando ao máximo um novo grupo social que havia feito recentemente - uma galera da primeira faculdade que cursava. O esforço foi tamanho que até arrumei uma namorada. Por um tempo, até que funcionou bem essa enganação. Mas qual não foi minha surpresa, ao descobrir que ele sentia minha falta também? Não era um sentimento preenchido por desejos sexuais mas sim apenas um puro amor fraternal que eu não estava em sintonia para viver.

Inevitavelmente, um dia saímos e "afundamos o pé na jaca" (rsrsrs). Fui dormir em sua casa e pela manhã bem cedo acordei para mijar. Quando volto, contemplo ele em sua cama, com uma cuequinha frouxa e um lençol fino. O tesão explodia no seu pênis e movido por um desejo e curiosidade intensos, eu decidi abaixar sua cueca, liberando seu enorme pau pra fora. E sim, ele era UNCUT também.

Aqui abro um parêntese: meu "fetiche" por paus uncuts foi se consolidando a partir dessas experiências acima relatadas. Hehehe.

Fiquei me masturbando vendo seu pau duro enquanto ele dormia morgado de tanto ter bebido. Mas o preço desse ato inconsequente foi bastante elevado e até hoje lido com as consequências.

Ele acordou.

Me viu naquela situação e, diferente de filmes pornôs gays, ele não se deixou envolver pelo clima e rolou um sexo animal entre nós dois. Ele se cobriu. E gritou pra que eu saísse do seu quarto. Estávamos sozinhos em casa. No susto, eu sai e ele bateu a porta. Fiquei implorando pra que conversássemos e ele não dava a menor bola. Só ouvia ruídos no seu quarto.

Passados uns 15 minutos, ele abriu a porta e me entregou uma grande bolsa com várias coisas minhas dentro. Como nos tornamos GRANDES amigos, era comum eu dormir lá e deixar roupas e outros pertences. Discutimos feio. Uma das coisas que mais me marcou foi o fato dele ter dito que uma ex namorada dele AFIRMAVA que eu era gay e apaixonado por ele, e ele disse que me defendia vorazmente desse tipo de "acusação".

Ele se sentiu traído. Eu me senti um merda.

Chorei muito naquele dia. Comecei a comer descontroladamente e até hoje estou acima do peso como consequência desse episódio.

Já o encontrei outras vezes, mas apenas trocamos olhares frios e sinais de machos  primitivos (um polegar erguido por exemplo). Um amigo em comum muito recentemente foi sondar com ele o que aconteceu que nós dois não nos bicamos mais. Sua resposta foi muito elegante:

"Não tenho nada contra ele. Éramos moleques, fodidos e sonhadores e nossos pensamentos começaram a divergir em algum momento de forma que foi melhor nos afastarmos para não brigarmos."

Quando perguntado se ele estaria disposto a falar comigo outra vez, a resposta foi essa:

"Não acho que exista espaço pra ele em minha vida hoje. O grande espaço dele já foi ocupado e não me vejo mais nem um pouco interessado em ser amigo dele".

Continuo  meus relatos em outro momento.

Até lá!

Grupo no Telegram: https://t.me/joinchat/CzFBkUN7z8vy133Lt965JQ

P.S - Não sou eu na foto, ok?

Nenhum comentário:

Postar um comentário